quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Sempre é tempo de retomar...



Seguindo o bom exemplo da minha amiga Isa, tão disciplinada e organizada com os assuntos práticos da sua vida, decidi que vou levar a sério o nome desse blog “Diário de uma Viajante” e me educar para escrever nele com a mesma assiduidade com que reflito a minha estada em terras estrangeiras. Talvez um pouco influenciada pelo começo de ano, que se inicia sem destino certo, sem saber para onde direcionar sua proa, com certeza bastante instigada por um texto que leio para fazer um teste sexta-feira, denominado Portugal Como Destino – Dramaturgia cultural portuguesa, me determinei a, finalmente, escrever o que sinto, as minhas impressões e opiniões dessa minha vivência em Portugal.

Até então, estava mais preocupada com o fato de que um blog implica em tornar público o que antes era particular, aquilo que deixamos seguramente guardado na gaveta da nossa imaginação. Agora decidi que não importa, vou escrever como se escrevesse para mim mesma e tentar não pensar na recepção do meu “público leitor”.

Agora faltam menos de dois meses para que eu retorne para casa. Os fatos que se passaram aqui, até podem ser postos em uma rápida retrospectiva: chegada na residência; descoberta de um novo ritmo de vida e de um novo contexto; estabelecimento de ciclo de convivência e de amizades (as últimas, já fortes e provavelmente duradouras); pequenas viagens em Portugal - Guimarães, Porto, Ponte de Lima, Póvoa do Varzim - e viagens mais longas – Leiria, Batalha, Alcobaça, Lisboa, Gerês; grandes viagens de auto-superação e encontro com uma outra civilização (Londres); começo de uma atividade física empolgante (badmington); aulas que me ensinam muito sobre Portugal e seu povo (nas disciplinas de Idéias no Portugal Contemporâneo e Literatura e Nacionalidade), que me instigam a escrever, em língua inglesa, e conhecer mais a mim mesma (Creative Writing), que me confrontam com a universalidade e contemporaneidade da dramaturgia de Shakespeare (Shakespeare in Performance), que me apresentam e desafiam não só com o mundo das artes, mas com as suas teias de inter-relação (Interartes e Retratística); a crise financeira e, pela primeira vez, a sua consciência na minha realidade direta; a falta de uma cozinha equipada e a criatividade para lidar com o que se tem disponível; os ótimos programas culturais, periodicamente desfrutados; os não tão freqüentes programas noturnos, também muito bem aproveitados. Posso dizer que esses são, em breve resumo, os acontecimentos que se passaram até então. No entanto, é claro que fatos são apenas isso, fatos, e o que importa não são tanto eles em si, mas a forma como os sentimos, o que eles provocam, como eles nos mudam (ou não).

Mas esse post já está longo demais. Deixo então o recheio dessa narrativa factual para o próximo!

2 comentários:

Isabela Pimentel disse...

Muito bom, marinaaaa!!!

Adorei o seu texto!!!

bjinhos

Marina Farias Martins disse...

Obrigada Isa!

Tu és a minha inspiração. De verdade!

:)

bjinhos