
Esse título tão “Poliana” serve perfeitamente para descrever parte da minha semana.
Terça feira eu acordei com os pés trocados (e a meia do avesso). Sabe quando as coisas parecem meio fora do lugar, mas tu não sabes exatamente o que é então não tem como arrumar? Pois era isso.
Andava preocupada com meu plano de estudos que ainda não havia conseguido finalizar e com uma certa paralisia produtiva. Adiciona-se a isso ter sido pega de surpresa por uma garoa muito fria na universidade, daquelas trapaceiras, que parecem inofensivas mas que molham de verdade.
O que fazer? Sentar e chorar pedindo pela minha mãe? Reclamar da vida para algum estranho que estivesse do meu lado, maldizendo São Pedro, a minha cabeça de vento, os vendedores ambulantes de guarda-chuva que não vão até o campus? Fazer jus ao estereótipo do brasileiro aqui na Europa e passar a mão em um guarda-chuva alheio, ali tão à mercê na porta da biblioteca? Fazer uma cara de coitada boazinha e pedir carona no guarda-chuva de alguém que parecesse simpático?
Última opção, é claro! Mas nem precisou forçar o ar de pobre menina, porque acho que eu estava com uma cara de frio mesmo. Pronto, desfeito o encanto. Mudei o curso do meu dia.
Segui para a secretaria do meu curso e lá tive a graça de ter sido atendida pela santa, eficiente Isabel, que me ajudou a terminar de resolver as questões do meu plano de estudos e ainda chamou a minha professora orientadora até a universidade para assiná-lo (vale deixar claro que ela era muito simpática e solícita e, muito importante, tinha bisavó brasileira). Entreguei-o no GRI (gabinete de relações internacionais) e, pronto! Os pés se destrocaram e o sol começou a raiar mesmo debaixo da garoa!
A partir de então os dias tem sido ensolarados (literalmente) e já com ares do frio de Braga. Hoje tive a apresentação dos mestrados e amanhã começo a disciplina de Literatura Inglesa – Teatro, sob o tema, Replacing Shakespeare (que tal hã? Parece que dá pano para manga...)
Pois é isso, as coisas andam de vento em popa.
Que venha o arco-íris!
P.S. – para terminar esse post interminável, já que falei de arco-íris cabe um comentário interessante sobre Braga. Há aqui na Avenida Central várias fontes. A principal delas fica bem em frente ao Café Vianna (q não tem nada a ver com o assunto mas é muito tradicional e um ponto de referência, por isso quis comentar sobre ele) e, quando está sol, ela forma um arco-íris lindíssimo com a sua água. Um dia se conseguir tirar uma foto desse “fenômeno”, posto aqui.

12 comentários:
indescritível..
foi como sentir a atmosfera que vc descreveu..
ainda bem q podemos compartilhar dessa sua habilidade escrita..heheh
adorei a parte do sol...hehe
mas e esse estigma do brasileiro malandro..
que sempre quer levar vantagem em tudo e passar os outros pra trás..
é assim mesmo..
já presenciou ou sentiu algo do tipo???
Ebah! Blog da Nina.
Os "tempos" são fáceis de descrever.
Beijos, querida.
Vou add teu blog na minha lista de favoritos ;)
Marina,
Mantenha o pensamento positivo aí!!
:)
Sonaira e Marina,
o pior é que sim... :-(
Pois é Sol, não cheguei a sentir na pele, mas eu vi que acaba sendo um pouco de verdade mesmo...
Estamos aqui em uns 70 estudantes brasileiros, só da graduação.E quando eu ando com alguns deles noto a mania de querer dar um jeitinho, de se dar bem a custa dos outros, sabe?!
Eu acho uma lástima na verdade pq, por exemplo, acho o máximo poder deixar minha roupa estendida na lavanderia sabendo que vai estar lá no outro dia de manhã.
Coisas desse tipo...
Helena e Aline,
que bom ver vcs por aqui!!
uma beijoca grande
Tu já sentisse isso do esterótipo Anne?! Achas q é um pouco verdade?
Marina....é impressionante a maneira como escreves...eu já estou me sentindo em Braga por toda a descrição que fazes da cidade!!!!!
Grande bjo!!!
Marina,
Acho que isso faz parte do que digo qdo digo que aqui no Brasil TODOS perderam a noção do que é certo e errado!!!!!!!!!!!!! Criticam nos outros, nos políticos, etc., mas nas suas próprias vidas fazem igual.
Esse sentimento de poder deixar as coisas em algum lugar e saber que qdo voltas vai estar aí é algo que sempre senti, mas que nesta minha viagem pela Europa senti de maneira mais forte...
Pois é Anne e olha que eu estou no país que eu penso seja mais próximo do Brasil. Imagina em outros lugares?
Ah, os espanhóis também são meio parecidos conosco.
Mudando de assunto, nossa madrinha vai fazer uma festa né? Quero vídeo-conferência :)
Contigo e com a Sol juntas impossível não sair!
Marinaaaa... hoje vi uma guria tua clone na rua... ainda pensei "ó a Marina". daí pensei de novo: "ora pois! Marina ischtá em P'rt'gal!" daí pensei "não é a Marina"... hauhuaehuehu que desenvoltura com as palavras. ;)
enfim... só pra dar uma passada aqui e matar a curiosidade. o legal é que os comentários do teu blog viraram chat do pessoal. ah! a Sonaira tem blog? não consigo entrar no link do perfil dela. :p
Outra: já que estás em uma cidade de super religiosos, pede pra eles rezarem pelo sr. Quadrado aqui, já que estou a ir pra Porto (deu pra ti, baixo astral...) e fazer a provinha do Meischtr'do!
que comentário bobinho. ;)
beijo, te cuida!
Marina:
Ligaremos o MSN e poderás participar conosco...
Abraço apertado
Laurito!!! quer dizer que tu já encontrou o clone que eu deixei por aí para confundir o pessoal?! Finalmente!
:D
Pois é, eu tb tô adorando esse chat do pessoal, só ainda estou demorando para configurar o blog como eu gostaria, mas aprendo...
Acho que a Sol não tem blog não, ao menos eu não achei.
Então quer dizer que o Sr Quadrado vai virar comparatista no duro, em POA e tudo hein?!!
Nem te preocupa que vou aproveitar a conhecer algumas igrejas que ainda não conheço e vou acendendo uma velilha para ti em cada uma delas. Claro que, com a quantidade de igrejas que há aqui em Braga, isso levaria quase o próximo mês e três caixas de fósforo, dos longos!
... é, acho que tu não precisa de tudo isso né?! Confio muito no teu potencial guri, pode ir tranquilo que sei que teu futuro é dos bons, seja em Porto Alegre, São Paulo ou Londres.
Mesmo assim vou pensar positivo em ti.
Beijão grande!
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